
O Museu da Terra de Miranda reabre este sábado, 10 de outubro, em Miranda do Douro, depois de quatro anos encerrado. O percurso renovado apresenta as coleções em português e mirandês, e a inauguração é assinalada com atividades gratuitas apenas nos dias 10 e 11.
Segundo o Cultura Portugal, é o primeiro museu bilingue de português e mirandês. A visita cruza peças e práticas ligadas às comunidades da Terra de Miranda: da língua e da história às artes e ofícios, passando pelo espaço doméstico, os trajes, a dança e a música. Em vez de separar os objetos das pessoas, dos saberes e das vozes que lhes dão contexto, a exposição aproxima essas diferentes dimensões da vida local.
A intervenção incluiu a compra de três imóveis adjacentes, segundo a diretora, Celina Pinto, citada pela Lusa. O investimento rondou os dois milhões de euros e foi financiado sobretudo pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo a Lusa, a intervenção correspondeu a obras de requalificação e ampliação, além da aquisição dos imóveis. A reabertura devolve ao centro de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, um espaço dedicado à memória cultural da região.
No sábado, às 16h, estreia a performance comunitária «L’AMPEÇO», criada com moradores locais sob orientação artística da Ondamarela. Mais tarde, entre as 18h e as 23h, a Praça D. João II recebe uma festa. No domingo, às 16h, o Grupo Etnográfico do Centro Cultural de Sendim conduz a visita guiada «Loas cantadas». A exposição temporária «Ramos de Oferenda da Terra de Miranda» aborda uma tradição ligada ao ciclo agrícola, ao pão e à celebração comunitária. As atividades anunciadas para a inauguração são gratuitas nos dois dias.
Fundado em 1982 por uma equipa liderada por António Maria Mourinho, o museu reúne coleções dos concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro. O acervo vai da arqueologia e dos instrumentos musicais a objetos rituais, peças de pastoreio e vestuário. Há ainda coleções de armas, caça e equipamento de uso doméstico. São vestígios do quotidiano e das celebrações que o visitante pode agora encontrar num percurso renovado, sem que o museu se limite à exposição de peças.



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