
Neil Patrick Harris, Julianne Hough e Austin Scott vão protagonizar uma nova produção de «Damn Yankees», que regressa à Broadway na Primavera de 2027. As antevisões começam a 24 de Março no Marquis Theatre, em Nova Iorque, e a noite de estreia oficial está marcada para 20 de Abril.
A escolha do elenco reúne três percursos diferentes. Harris interpretará o Sr. Applegate, a figura diabólica que desencadeia a história; Hough será Lola, a sua cúmplice; e Scott dará vida ao jovem jogador Joe Boyd. Para Hough, conhecida também pelo programa televisivo «Dancing with the Stars», a produção marcará a estreia num musical da Broadway.
O anúncio foi feito no domingo, 27 de Setembro, numa conferência de imprensa no Yankee Stadium, no Bronx. O local não podia ser mais ajustado: o enredo acompanha um adepto de basebol que, cansado de ver a sua equipa perder, aceita fazer um pacto para a levar à vitória. A nova versão desloca a história para o início dos anos 2000 e troca os Washington Senators originais pelos Baltimore Orioles.
A peça de 1955 foi criada com música e letras de Richard Adler e Jerry Ross, e texto de George Abbott e Douglass Wallop. A produção original conquistou sete prémios Tony, incluindo o de Melhor Musical. Desde então, «Damn Yankees» manteve-se como uma das comédias musicais mais reconhecíveis do repertório norte-americano, em parte por combinar a fantasia de um pacto com um cenário desportivo muito concreto.
Esta reposição terá um novo livro escrito por Will Power e Doug Wright, com letras adicionais de Lynn Ahrens. Sergio Trujillo ficará responsável pela encenação e coreografia. O elenco completo ainda não foi anunciado, pelo que a confirmação dos três protagonistas é apenas o primeiro retrato de uma produção que continua a ganhar forma.
A última reposição na Broadway aconteceu em 1994, com uma temporada que terminou em 1995. A nova produção assinala, assim, o regresso da obra à avenida teatral após mais de três décadas. Houve adaptações e montagens noutros contextos, incluindo um filme de 1958, mas o regresso ao palco nova-iorquino tem um significado próprio para um musical nascido ali.
O calendário também aproxima a estreia de um momento especialmente simbólico para a história. As primeiras antevisões estão marcadas para a véspera do primeiro jogo dos Yankees na temporada de basebol de 2027, um detalhe que reforça a ligação entre o espectáculo e o desporto que lhe dá o conflito. O teatro e o estádio partilham aqui não apenas o cenário da cidade, mas a expectativa em torno de uma época nova.
A produção terá ainda um parceiro inesperado para uma obra de palco: a Major League Baseball e a sua unidade MLB Studios participarão no projecto, segundo o Theatrely. É uma colaboração que pode ajudar a aproximar públicos do teatro e do basebol, embora o resultado artístico dependa, naturalmente, do que acontecer em cena e não apenas do logótipo associado.
Há uma razão para uma comédia de 1955 continuar a ser recuperada: o desejo de mudar o destino de uma equipa perdedora é simples, reconhecível e permite brincar com ambição, sorte e tentação. A actualização para os Orioles dos anos 2000 dá novo enquadramento à história, mas a estrutura permanece familiar. O desafio será encontrar um equilíbrio entre a memória afectuosa do original e uma interpretação que pareça viva para quem se sentar no Marquis Theatre em 2027.



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