
A terceira fase do Concurso Nacional de Acesso colocou 1.168 novos estudantes no ensino superior público. No conjunto das três fases, foram colocados 52.008 estudantes em 2026/27, mais 6.718 do que no ano letivo anterior — uma subida de 14,8%, segundo os dados divulgados pela tutela e noticiados por vários órgãos de comunicação.
Ao todo, houve 1.813 colocações nesta fase: 1.168 de novos colocados e 645 recolocações de estudantes que já tinham obtido vaga numa fase anterior. A distinção evita contar novamente quem já integrava o total acumulado.
Os resultados ficaram disponíveis às 00h01 de domingo, 18 de outubro, na página da Direção-Geral do Ensino Superior. Os estudantes agora colocados devem matricular-se e inscrever-se junto da instituição respetiva até 20 de outubro, terça-feira.
A terceira fase teve 4.524 candidatos. Apenas 250 concorreram pela primeira vez este ano; entre os restantes, 2.047 tinham participado em fases anteriores sem conseguir colocação, 501 tinham sido colocados mas não se matricularam, e 1.726 já se tinham matriculado após uma colocação anterior, segundo os números citados pelo PÚBLICO.
Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação ao PÚBLICO, 43,2% dos jovens colocados entraram na primeira opção indicada na candidatura. Outros 23% conseguiram vaga na segunda opção e 33,8% na terceira. Cada candidato podia escolher até seis opções, pelo que estes valores se referem à posição da opção em que foi colocado, não à distribuição por curso ou área de estudos.
No total das três fases, foram admitidos 31.203 estudantes no subsistema universitário e 20.805 no politécnico. A ocupação acumulada foi de 97,2% nas universidades e 86,2% nos politécnicos. Na terceira fase, entraram 478 novos estudantes em instituições universitárias e 690 em politécnicas.
Entre as vagas que ficaram por preencher nesta fase, Engenharia, Indústria e Construção registou o maior número, com 839, seguida de Ciências, Matemática e Informática, com 508, e Serviços, com 243. Estes valores referem-se às vagas sobrantes da terceira fase, não ao total de lugares disponíveis ao longo do concurso.
O PÚBLICO noticiou ainda que foram criadas 21 vagas adicionais para candidatos sem classificação final do ensino secundário. Segundo a explicação escrita enviada pelo Ministério ao jornal, o mecanismo está previsto na regulamentação e procura permitir que estes candidatos concorram sem reduzir o número de lugares disponíveis para os candidatos com classificação final. A tutela apontou percursos de Educação e Formação de Adultos e processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências como exemplos de certificações que podem não incluir essa classificação.
No final das três fases de 2025/26, tinham ficado colocados 45.290 estudantes, segundo os dados citados pelo PÚBLICO. A comparação com os 52.008 deste ano diz respeito ao total final de colocados, não apenas à terceira fase.



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